sábado, 20 de dezembro de 2008

Somos todos chamados a santidade




Lendo o Catecismo da Igreja Católica, vemos no parágrafo 375 uma afirmação muito interessante:

Interpretando de maneira autêntica o simbolismo da linguagem bíblica à luz do Novo Testamento e da Tradição, a Igreja ensina que nossos primeiros pais, Adão e Eva, foram constituídos em um estado “de santidade e de justiça original”. Esta graça da santidade original era uma participação da vida divina. (CIC§375)

A justiça original, ou seja a primeira justiça a qual o homem deveria se submeter era uma justiça muito diferente da qual hoje nós seres humanos nos submetemos (tanto da justiça dos homens, como até mesmo da própria justiça divina). O homem por ter sido constituido em estado de santidade, ou seja sem pecado algum, não merecia castigos ou penas. Por não ter pecado algum, o homem dominava a si mesmo em todos os aspectos. Era controlado em seus afetos e sentimentos, era controlado em qualquer coisa que fizesse. Por isso não havia como punir o ser humano, pois não havia pecado.

O ser humano também tinha controle na sua maneira de se relacionar com o outro. O livro do Gênesis nos fala das figuras de Adão e Eva. Esses se relacionavam perfeitamente entre si antes do pecado. Além disso o ser humano tinha uma intimidade perfeita para com Deus.

Mas por que estou batendo tanto nessa tecla? É simples… Penso que é importante para nós sabermos como era a origem de tudo. É importante para nós sabermos que a sociedade perfeita, é uma sociedade sem pecado. É importante sabermos o que perdemos desde que o pecado entrou no mundo. E por fim penso que seja importante saber o que ganhamos ao lutarmos por uma vida em santidade e retidão.

A nossa luta pela santidade, não é em vão. Ao buscarmos uma vida reta aos olhos de Deus, estamos na luta para alcançar a justiça original, que não nos condena. Essa luta só terá fim ou quando Jesus voltar, ou quando nós formos até Ele. Entre quedas e vitórias, vale nossa luta, nosso esforço, que unido a força do Espírito Santo, poderá nos levar a essa vida de delícias, que o Senhor promete a todo aquele que permanecer nele.

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